Rota do Ouro

rota do ouroVai nascer a Rota do Ouro, um projeto a iniciar-se em abril, coordenado por Vila Pouca de Aguiar mas que conta com o apoio de mais quatro câmaras, e que pretende levar o visitante e o turista em geral da época da exploração romana até à atual indústria de ourivesaria.

O projeto Rota do Ouro junta municípios historicamente ligados ao ouro. Em Vila Pouca de Aguiar, Paredes e Valongo, destaca-se a exploração do ouro durante a época romana.

Já Póvoa de Lanhoso e Gondomar contam com a atual indústria de ourivesaria.

A Vitaguiar, uma empresa municipal de Vila Pouca de Aguiar, será a coordenadora do projeto, que recorrerá à mão de obra dos municípios envolvidos, para diminuir o valor de investimento.

Serão estabelecidos pontos de atração em cada um dos concelhos envolvidos, como por exemplo o Museu do Ouro na Póvoa de Lanhoso, o parque ligado à industria da ourivesaria que a Câmara de Gondomar já aprovou, ou as minas de ouro da Serra de Santa Justa, em Valongo.

Em Vila Pouca de Aguiar, o destaque vai para o que já é o primeiro museu ao ar livre do país – o complexo mineiro romano de Tresminas.

Os turistas alvo da Rota do Ouro são os tradicionais provenientes da Europa, mas também, especificamente ela natureza deste projeto, visitantes de países árabes e da Ásia.

Herança do Ouro em Vila Pouca de Aguiar

Relembre-se que as minas de Jales, em Vila Pouca de Aguiar, foram as últimas de onde se extraiu ouro em Portugal, tendo fechado em 1992.

O início da exploração do ouro é bem mais antigo e data dos séculos I e II d.C.

As minas de Tresminas terão sido das mais relevantes do Império Romano, tanto que eram geridas diretamente pela Guarda do Imperador.

A Câmara pretende também com o reconhecimento por parte da UNESCO, formulando esse reconhecimento na forma de uma certificação e não de uma classificação como património mundial.

Vila Pouca de Aguiar já promove o Festival do Ouro Romano, que em 2012 decorrerá no último fim de semana de julho. Nesses dias, soldados, cavaleiros, gladiadores, senadores, patrícios, povo e escravos, entre atores profissionais e elementos de associações locais, invadem o município com mercados e cortejos.

Será ainda reforçada a investigação arqueológica, a promoção de eventos científicos regulares e a criação de roteiros de visita.

 

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