Pedidos de exploração de ouro em Portugal sucedem-se

exploração de ouro em PortugalA MedGold Resources é uma empresa originária do Reino Unido que está interessada em levar a cabo trabalhos de prospeção de ouro numa zona próxima do Porto envolvendo três concelhos limítrofes.

A corporação britânica, segundo o seu presidente executivo, Daniel James, já realizou o pedido de prospeção na Direção-Geral de Energia e Geologia no início do mês de Março.

A zona desejada para ir em buscar do metal precioso áreas que totalizam cerca de 80 quilómetros quadrados e que se entendem por três concelhos: Paredes, Valongo e Penafiel.

No epicentro desta área, ou pelo menos tendo um papel central nesse território está a localidade de Lagares, uma das freguesias do concelho ed Penafiel, por sinal a que fica mais a sudoeste do mesmo.

O pedido de prospeção de ouro é apenas o primeiro passo para que esta possa vir a ser realizada, seguindo-se, após a eventual autorização para o efeito, um conjunto de compromissos financeiros e também de cariz metodológico, que finalmente derivarão no sucesso ou não da operação.

No caso de Paredes, a intenção da MedGold Resources é explorar as antigas Minas das Banjas, no filão de Santa Comba. Já em Valongo serão as serras de Pias e de Santa Justa que serão alvo de prospeção, conhecida até que são por já terem sido zona de muito ouro, explorado de forma intensiva na alura da ocupação romana.

Prospeção de ouro galvanizada por subida do valor nos mercados

O interesse na prospeção de filões de ouro há muito abandonados tem vindo a renascer na medida em que o ouro vai atingindo preços recorde nos mercados internacionais.

Os pedidos de exploração do precioso metal têm-se multiplicado por Portugal inteiro, com especial incidência no Alentejo, e também nas antigas minas de Jales.

Oxalá, a tais intenções sucedam provas da sua existência em quantidades que tornem lucrativa a sua exploração.

Venda crescente de ouro

Ao par do aumento do preço do ouro tem-se assistido também à alienação do mesmo por parte dos portugueses.

No último par de anos, foram de cerca de 14 por ano, as toneladas de ouro que saíram do país, o que representa uma perda financeira para o país superior a 500 milhões de euros.

Em 2010, Portugal exportou cerca de 13 toneladas de ouro, e estima-se que o montante de 2011 tenha sido ainda superior.

A esta situação não é alheia com tod aa certeza a atual crise económica acompanhada pela proliferação de casas de que permitem a compra e a venda de ouro a particulares.

O ouro físico em voltas, cordões, e pequenas joias que servia como aforro a variadas famílias, começa a desaparecer cedendo à subida do custo de vida e à necessidade de realizar dinheiro.

 

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